‘Sonho’ de ver filha com doença rara andar faz mãe criar campanha na web

‘Sonho’ de ver filha com doença rara andar faz mãe criar campanha na web

Clara só consegue caminhar com ajuda de um andador (Foto: Arquivo pessoal)

Clara só consegue caminhar com ajuda de um andador (Foto: Arquivo pessoal)

Portadora de uma doença rara que afeta o movimento das pernas, a menina Clara Carvalho Vieira, de 3 anos, só consegue trocar passos com auxílio de um andador (veja vídeo abaixo). Ver a menina andar e independente é o grande sonho da família, que mora em Goiânia. Por isso, os pais criaram a campanha “Caminhando com a Clara” em busca de ajuda para custear tratamento no exterior.

 

A menina possui um tipo de paralisia chamada Leucomalácia Periventricular Bilateral. Segundo a mãe da criança, a professora Luciana Vieira, de 35 anos, a síndrome provoca o enrijecimento dos músculos, impedindo que a filha consiga se equilibrar e tenha forças para caminhar.

A professora conta que, pesquisando na internet, encontrou na cidade de St. Louis, no Estados Unidos, um tipo de cirurgia específico para o problema da filha. “Depois de preenchermos um formulário, mandarmos vários exames e até vídeos da rotina da Clara, o instituto aprovou a operação dela. Este é o único tratamento para a doença que existe no mundo”, disse ao G1 Luciana.

De acordo com a mãe, a família precisa de R$ 200 mil para pagar a cirurgia, passagens aéreas para ela, a criança e o marido, além da estadia durante os 30 dias de fisioterapia obrigatórios para pacientes estrangeiros. Sem condições de arcar pelo tratamento, os pais iniciaram a campanha em um site e pelas redes sociais, onde há informações e os dados de uma conta em nome da criança para depósitos em dinheiro.

Como o hospital exige uma data provável, foi agendado o procedimento para julho de 2016. Ou seja, a família tem pouco mais de seis meses para juntar todo o dinheiro.

Clara tem uma rotina intensa de atividades (Foto: Arquivo pessoal)

Clara tem uma rotina intensa de atividades (Foto: Arquivo pessoal)

“Estou confiante. Começamos na semana passada e já estamos com R$ 4 mil. Ainda émuito aquém do que precisamos, mas garanto que a família e os amigos vão ajudar. Também já ganhamos vários produtos que serão rifados. Também vamos vender nosso carro e comprar um mais velhinho”, revela Luciana.

Após o tratamento no exterior, Clara ainda terá que manter as sessões de fisioterapia por cerca de 4 anos. “Depois desse período, o médico garantiu que ela andará normalmente”, salienta.

Descoberta traumática
A gravidez de Luciana foi complicada e ela deu à luz no sétimo mês de gestação. Apesar disso, Clara era considerada um bebê normal, até um detalhe chamar atenção.

“Quando ela tinha sete meses, percebemos que ela não parava sentada como as outras crianças. Fomos a um neuropediatra e ele afirmou que era normal pelo fato de ela ser prematura. Porém, quatro meses depois, o problema persistiu. Fomos a outro profissional e ele nos passou o diagnóstico”, conta.

A doença foi diagnosticada quando Clara tinha 11 meses de vida. A professora conta que a notícia caiu como uma bomba. “Minha casa caiu. Fiquei quatro meses sem dormir, sem saber o que seria da minha vida. Virei um zumbi. Foi terrível”, lembra. Após um período de desespero, Luciana passou a lidar com a situação de forma mais tranquila.

Dedicação exclusiva
Para cuidar da filha, a mãe abdicou de sua vida profissional. Ela abandonou o trabalho em uma universidade, onde ministrava aulas de gastronomia. O sustento da casa ficou somente por conta do marido, que é oficial do Corpo de Bombeiros.

Clara com os pais: ela agora sustenta a casa só para ela acompanhar a filha (Foto: Arquivo pessoal)

Clara com os pais: ela agora sustenta a casa só para ela acompanhar a filha (Foto: Arquivo pessoal)

 

“Tem noites que eu sonho com ela correndo e brincando na praça. Essa seria a maior alegria da minha vida. Eu larguei tudo por isso, virou meu objetivo de vida. Imagino ela indo ao banheiro ou buscando água a noite sozinha. Para muita gente isso é normal, mas para mim causaria uma felicidade imensa”, pontua.

Apesar da pouca idade, Clara já tem uma rotina intensa. De segunda a sexta-feira, ela enfrenta uma maratona de atividades pela manhã: são sessões de fisioterapia, terapia ocupacional, hidroterapia e equoterapia. No período vespertino, a criança estuda em uma escola inclusiva, onde é monitorada por uma profissional.

Para trajetos mais longos, a garota usa uma cadeira de rodas, equipamento que, segundo a mãe, ela odeia. Luciana ressalta que a vontade de poder andar sozinha também parte da própria Clara.

“Ela não suporta a cadeira de rodas. Disse que quer um patinete de Natal para poder andar. Quando a ajudamos no andador, ela fica pedindo para ir sozinha, morre de vontade de se soltar”, diz.

Família faz campanha em busca de tratamento para a filha (Foto: Reprodução/ Facebook)

Família faz campanha em busca de tratamento para a filha (Foto: Reprodução/ Facebook)

fonte: G1

Bom humor é contagiante entre adolescentes

Bom humor é contagiante entre adolescentes

O bom humor é contagiante entre os adolescentes, mas a depressão não é, sugere um novo estudo. Os resultados foram publicados pela revista Proceedings da Royal Society B.

Pesquisadores analisaram 2.194 estudantes do ensino médio para ver como eles influenciaram o humor de cada um. Eles descobriram que um estado de espírito positivo parece se espalhar através de grupos de adolescentes, mas ter amigos deprimidos não aumenta o risco de um adolescente ter depressão.

Na verdade, ter muitos amigos de bom humor pode reduzir pela metade as chances de que um adolescente vá desenvolver depressão ao longo de seis a 12 meses. Ter um grande número  de amigos felizes também pode dobrar a probabilidade de se recuperar de depressão em relação ao mesmo período de tempo, os descobriram pesquisadores.

Os resultados obtidos estão de acordo com estudos anteriores. Sabe-se que fatores sociais (por exemplo, viver sozinho ou ter sofrido abuso na infância) influenciam se alguém fica deprimido. Sabemos também que o apoio social é importante para a recuperação da depressão.

Fonte: Proceedings da Royal Society B. August 2015. Volume: 282 Issue: 1813

Desfralde, quando é a hora?

Desfralde, quando é a hora?

E agora? Já é o momento? Como fazer? Pinico ou adaptador de vaso sanitário? Essas e outras mil perguntas surgem na cabeça das mamães no momento do desfralde; mas calma, estamos aqui para ajudá-la a passar por esse momento com mais tranquilidade e segurança.

Para retirar a fralda da criança é um processo que exige muita paciência dos pais, pois, umas levam poucas semanas, outras, demoram meses para conseguir. Algumas pessoas nem imaginam que um simples uso do vaso sanitário possa ser um avanço tão significativo para a criança.

Um dos primeiros sinais de que seu bebê está crescendo e criando autonomia é a tal “hora de largar a fralda”. Trata-se de um marco em seu desenvolvimento que dá ao bebê o início de alguma ação que ele faça sozinho, para a alegria ou desespero (depende do ponto de vista) das mamães.

.Juntamos algumas das principais perguntas que surgem nesta fase tão importante do seu bebê.

1-  Quando devemos começar?

A partir dos 18 meses a criança começa a ter o controle sobre um músculo chamado esfíncter na qual lhe dará o controle sobre o xixi e o cocô, esse é o momento de começar a pensar no desfralde. O desfralde acontece entre os 18 e 24 meses devido o desenvolvimento psicomotor de cada criança. As meninas, em geral, largam as fraldas antes que os meninos.

2-  Meu bebê está preparado?

Você vai perceber que a criança está preparada quando ela mostrar alguns sinais, como, gesticular ou falar, que está incomodada com alguma coisa e as vezes até falar que fez xixi ou cocô. Mostrar interesse ou curiosidade quando os pais estiverem no banheiro também pode significar certo preparo. Além disso, acordar frequentemente com a fralda seca é outro sinal de que ela está pronta.

3-  Como fazer de maneira correta?

É muito importante respeitar o tempo da criança e ter muita paciência. Quando começar a desfraldar a criança, é necessário que ele aconteça sem interrupções. Tirar a fralda durante o dia só em casa, mas, quando for passear colocar a fralda novamente, pode confundir a criança, que ainda não tem noção dessas diferenças e com isso demorar mais que o esperado.

Uma ótima dica é anotar os horários que a criança faz xixi e cocô para levá-la ao banheiro sempre no mesmo horário. Iniciar o desfralde durante o verão pode ser melhor, pois, se caso acontecer um escape, no calor as calças molhadas se tornam menos incômodas. No geral, recomenda-se tirar primeiro as fraldas durante o dia, para depois, por volta dos 3 anos, dar início ao processo do desfralde noturno.

4-  Como agir quando a criança faz nas calças?

Calma, não fique nervosa e nem dê bronca! A criança ainda está aprendendo e escapar de vez em quando pode acontecer. Neste momento chame a criança e peça que ela ajude a limpar a calcinha ou a cueca jogando o cocô na privada e se for xixi peça que ela tire a calcinha e se seque com papel higiênico. Aos poucos o número de vezes de escape vai diminuir até chegar no resultado esperado.

5-  A escola pode ajudar no processo do desfralde?

Geralmente, há muita exigência por parte dos pais em casa, o que acaba não acontecendo na escola. A escola sempre será um aliado dá família e com o processo do desfralde pode ajudar bastante. Como lá todas as crianças estão passando pelo mesmo momento, ir ao banheiro se torna mais divertido e é visto com mais naturalidade, longe muitas vezes da ansiedade da mãe.

6-  Como detectar se a criança tem algum problema no controle do xixi e cocô?

Se caso a criança já tiver 3 ou 4 anos, e estiver se desenvolvendo em várias outras áreas, adquirindo habilidades e mesmo assim não responde aos estímulos do processo de desfralde é importante procurar ajuda médica. Alguns problemas podem começar devido à ansiedade dos próprios pais. Perguntas como “Vamos fazer cocô?”, “Você quer fazer cocô?”, “Acho que a gente tem que ir fazer cocô…” essas falas em excesso podem acabar despertando na criança algum tipo de ansiedade causando angústia, que provavelmente causará um bloqueio.

No entanto ficar todo momento falando mal do cocô da criança, alegando o mau cheiro, mesmo que ironicamente, pode levar aos mesmos resultados. As crianças não entendem ainda essas brincadeiras. Com base nisso, ela só quer fazer cocô escondido, na fralda, e fica segurando até não aguentar mais, o que pode ressecar as fezes e causar a constipação, entre outras coisas.

Porém, é sempre bom lembrar que, no processo do desfralde, cada criança reage de um jeito, cada um tem seu tempo e a ansiedade por parte dos pais só pode atrapalhar nessa fase, mas, em caso de dúvida procure o pediatra.

fonte: Pediatra On-line

Alimentação Infantil – Dicas úteis para ajudar você e seu filho

Alimentação Infantil – Dicas úteis para ajudar você e seu filho

Sabemos que a alimentação infantil nem sempre é tarefa fácil. Mas acima de tudo, é um gesto de carinho, afeto e cuidado! Temos na comida o conforto, os nutrientes, e as vitaminas necessárias para o desenvolvimento saudável.

Sabe-se que a alimentação saudável é treino diário. É necessário mostrar empenho e fazer com que as crianças participem do processo de criação da comida. É em casa que a criança aprende a comer bem, de forma saudável e consciente. Cuide com o que você come na frente do seu filho. Exemplos são tudo!

Para que seu filho goste de um alimento, é necessário que ele o prove várias vezes. Ele precisa ter contato várias vezes. Pensando nisso, é bom envolver a criança. Faça com que seu filho participe na criação de uma mini horta, por exemplo. Mesmo morando em apartamentos pequenos, pode-se plantar em jardineiras temperos, verduras… isso estimula a criança a cuidar e dar valor ao alimento. Um incentivo positivo na hora de montar o prato: comer o que plantou!

Outra dica bem bacana é envolver a criança no planejamento do cardápio e das compras do mês, gerando envolvimento e comprometimento com o que está sendo planejado, além de ser uma ótima oportunidade de trocas e para que você ensine mais sobre os alimentos e nutrientes.

Todas as atenções devem ser voltadas à refeição. Nada de tablet, ipad, televisão ou celular na hora da comida. O momento da refeição é uma oportunidade para família estar junta e interagir.

Mandamentos da boa alimentação infantil:
• Comer sentado à mesa
• Comer sem distrações
• Comer sozinho
• Ter cinco cores no prato
• Experimentar novos alimentos
• Comida não é moeda de troca
• As regras da boa alimentação devem valer para a família. Dê exemplo.

A BBDU quer estar sempre ao lado dos papais e mamães para dar aquela mãozinha em todas as horas, e ajudar seu filho a comer melhor é uma delas. Por isso, desenvolvemos uma linha de produtos que podem auxiliar nesse processo, que nem sempre é fácil à família.

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Jogo da Boa Alimentação: Criativo e estimulante, é um jogo para toda a família praticar nas refeições. É um jogo de dados, onde em cada face há uma tarefa a ser cumprida, como por exemplo: “Comer uma coisa amarela ou branca”, “Chefe manda”, “Comer a coisa que menos gosta na mesa” “Mastigar 20 vezes o que quiser antes de engolir” entre outras. Cada um joga e tem que cumprir o que é proposto. Embora seja um jogo, não é uma competição, não há ganhadores. Ou melhor, todos ganham!

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Mural Comer Bem: Comer bem e saber ter uma vida saudável nem sempre é muito fácil, ainda mais ensinar isso aos pequenos, então criamos este mural, para ajudar papais e mamães nesta missão, fazendo dela uma brincadeira gostosa. É um mural metálico com ímãs de atividades que estimulam a boa alimentação, criadas em parceria com uma nutricionista infantil, e estrelas. Ao cumprir de cada tarefa, a criança ganha uma estrela.
Pote do Reconhecimento: Pode ser usado no controle alimentar de crianças obesas ou na redução de algum item que esteja sendo consumido em excesso como refrigerante, frituras ou guloseimas.
Combinar regras ou objetivos e premiar a criança pela sua conquista é uma forma saudável de estimulá-la a atingir suas próprias metas e cumprir com o combinado. O reconhecimento é um dos fatores de sucesso mais importantes para nós seres humanos.

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O uso do pote é simples, basta combinar o objetivo, a criança “se comprometerá” com ele “assinando” na tampa do pote o seu compromisso de fazer o pote ficar cheinho, a cada dia que o objetivo é atingido ela coloca uma pedrinha no pote (as pedrinhas parecem pedras preciosas e elas adoram). Pronto! Quando o pote ficar cheinho (após pelo menos 50 dias) a criança já estará acostumada com a mudança e se a família desejar uma recompensa pode ser dada.

Se você quiser saber mais sobre estes produtos, também pode assistir aos vídeos que preparamos com muito carinho em nossa canal do Youtube: BBDU_videos.

youtube

fonte: NASCEU, E AGORA?

Os primeiros 1000 dias de vida duram para sempre

Os primeiros 1000 dias de vida duram para sempre

Autor: Arlindo Franco
Data: 10/5/2015

Muitas mães estão começando a entender melhor a nutrição e sua importância na saúde da sua família. Isso vem acompanhado de muitas dúvidas e algumas vezes de alguns mal entendidos. Nem tudo que é recomendado para adultos pode ser trazido para a realidade da criança.

A criança passa por diversas fases no seu desenvolvimento e cada uma tem uma necessidade especial. Um erro muito freqüente é tentar aumentar o consumo de proteína para os bebês. Os bebês que mamam têm sua oferta controlada pelo organismo materno e as mães não precisam se preocupar com isso, a natureza vai alterando a quantidade de proteína do leite para cada fase da vida.

O colostro tem uma composição diferente do leite e o leite do prematuro é diferente do leite do bebê que nasce no tempo correto.

Já os bebês que tomam fórmula ou já iniciaram a alimentação complementar devem ter uma atenção redobrada de suas famílias para a quantidade e a qualidade da proteína oferecida na dieta. Proteínas em excesso podem levar ao aumento rápido de peso e que pode estar associada a obesidade futura. A falta de algum aminoácido ou até uma quantidade total de proteína abaixo do necessário vão induzir erros no metabolismo e desnutrição.

Parece difícil? Dieta balanceada é mais simples que os modismos que aparecem a todo o momento. A dieta tem que ser variada e sem excessos em todas as idades. A ansiedade das famílias em querer que a criança cresça e inicie a alimentação complementar também pode prejudicar a nutrição.

Uma nutrição balanceada nos primeiros mil dias de vida, período que vai do inicio da gestação até o final do segundo ano, pode modificar até a genética do bebê. Pode proteger durante toda uma vida e cria hábitos saudáveis. Parece ficção científica? Mas é realidade!

Ofereça os nutrientes certos, na quantidade certa e os genes vão se comportar diferente. Eles vão continuar os mesmos, isso ainda não dá para mudar, mas o seu comportamento é alterado de forma permanente quando são expostos aos nutrientes corretos!

Não se culpe se não teve estas informações no período certo. A nutrição tem avançado muito a cada dia, todo dia surgem novidades. O importante é ter em mente que uma dieta balanceada sempre vai estar certa, em qualquer idade. Tente melhorar o hábito de toda a família hoje, não deixe para amanhã. Procure ajuda do pediatra e do nutricionista.

Fonte do artigo: Pediatra Online (www.pediatraonline.com.br)

Praticar atividade física no início da adolescência reduz o risco de diabetes na vida adulta

Praticar atividade física no início da adolescência reduz o risco de diabetes na vida adulta

Fonte: Diabetologia.  DOI 10.1007/s00125-015-3714-5. 

Um novo estudo publicado online na revista Diabetologia indica que altos níveis de atividade física durante o início da adolescência pode reduzir o risco de diabetes mais tarde na vida.

A nova pesquisa incluiu 300 crianças que foram avaliadas para a resistência à insulina a cada ano entre as idades de 9 a 16 anos. Os pesquisadores descobriram que na idade de 13 anos,  a resistência à insulina foi de 17% menor entre aqueles que eram mais ativos fisicamente em comparação com aqueles que eram menos ativos. No entanto, essa diferença diminuiu ao longo dos próximos três anos e desapareceu aos 16 anos.

Os autores concluíram que a resistência à insulina aumenta drasticamente entre os 9 anos até os 13 anos, e em seguida, cai na mesma medida até os 16 anos. O estudo descobriu que a atividade física no inicio da adolescência reduziu este pico na resistência à insulina, mas não teve impacto aos 16 anos.

© Bibliomed, Inc.

CÁRIE DE MAMADEIRA

CÁRIE DE MAMADEIRA

A ingestão freqüente de líquidos adocicados, pela mamadeira, principalmente antes de dormir pode causar o que chamamos de cárie de mamadeira.

Essa cárie pode ser causada também pela amamentação natural (no peito), desde que o resto de leite não seja removido e fique nos cantinhos da boca durante o sono. Mesmo que o nome mais usado para essa doença seja cárie de mamadeira, pode também ser chamada de “cárie de peito”.
Se não houver higienização após as mamadas, o leite restante vai desmineralizando (enfraquecendo) e destruindo o dente de forma rápida e abrangente.  Isso acontece de entre outros motivos, porque quando dormimos diminuímos a produção de saliva (que ajudaria a proteger os dentes).
Para prevenir essa doença, que faz tantas crianças sofrerem de dores e infecções nos dentes e depois terem que tratá-las no odontopediatra, deve-se higienizar a boca após as mamadas. O que pode ajudar também é  habituar a dar água após a mamada e depois escovar seus dentes. Quando estiver fora de casa e não der pra escovar, pelo menos a água ajuda a neutralizar o meio.
Mesmo quando houver só os primeiros dentinhos deve higieniza-los pelo menos 2 vezes ao dia. É importante usar escovas próprias e pasta fluoretada (com uma quantidade mínima, quase imperceptível).
De acordo com a Associação Brasileira de Pediatria a criança que não usa dentifrício fluoretado não recebe os benefícios em termos de prevenção. Há evidências mostrando que o grande benefício da escovação é na verdade o flúor da pasta.
Em relação à fluorose, nesse caso, de ingestão dessa quantidade mínima ,(se acontecesse) seria de grau muito leve, não comprometendo a estética  dos dentes permanentes.

Assim, cuidado ” mamães ” com essas mamadeiras. O hábito não é tão prejudicial se seguirem essas orientações. É melhor a criança chorar em casa pra escovar ( até porque não dói), do que no dentista, posteriormente, pra tratar o problema.

Esses cuidados são bem  mais fáceis do que imaginam… Experimentem!!!

MARIANA AMORIM
Odontopediatra

DICAS ÚTEIS PARA O DESFRALDE

DICAS ÚTEIS PARA O DESFRALDE

Durante o crescimento de nossos filhos, nos deparamos com uma série de conquistas e mudanças: são os chamados “marcos do desenvolvimento”. O desfralde costuma ser muito aguardado pelos pais e um grande sinal de independência… Mais uma vez, a grande dica é: respeite o tempo de seu filho e segure a ansiedade!

Segundo estudiosos do desenvolvimento (pediatras e psicólogos), a criança precisa estar apta a iniciar o treinamento. Antes dos 2 anos, não está presente a maturidade neuropsicobiológica necessária para o desfralde, e tentativas muito prematuras podem frustrar a todos…

Então, seguem dicas para passar por estar fase:

Perceba se seu filho já consegue avisar que as fraldas estão sujas. Converse sempre, tente trazer o lúdico para todas as tarefas, apresentando o banheiro, o vaso sanitário (pode ser usado redutor) ou penico;
Comece pelo desfralde diurno, retirando as fraldas durante o dia e deixando de calcinha ou cueca. Procure escolher a época do ano mais adequada, quando um eventual (e normal) escape não seja tão desconfortável;

Procure lidar com tranquilidade e estimular seu filho a cada nova conquista. Pode se utilizar um mural com os objetivos ou reforçar positivamente cada vez que conseguir cumprir uma combinação (como por exemplo, avisar que precisa ir ao banheiro), sem esquecer que o maior incentivo costuma ser o reconhecimento dos pais;

Converse com os responsáveis na escola para que sejam parceiros neste processo, sempre respeitando a evolução de cada um. Evite as comparações!

A retirada da fralda noturna só deve ocorrer quando a criança acordar diversas vezes com a fralda seca, e é normal que possa demorar de 6 meses há 2 anos até o processo estar completo;

Na dúvida, sempre converse com o pediatra! Via de regra, só será avaliado algum problema se a criança estiver com dificuldades após os 5 anos.

Karen Dedavid – CRP 07/09836
Psicóloga, Psicanalista, Especialista em Psicologia Hospitalar e mãe da Victoria
Email: kdedavid@hotmail.com

fonte: Nasceu, e agora?

Uso de e-cigarros estimula uso de tabaco entre adolescentes

Uso de e-cigarros estimula uso de tabaco entre adolescentes

A exposição à nicotina nos cigarros eletrônicos (e-cigarros) está se tornando cada vez mais comum entre os adolescentes que relatam nunca ter fumado tabaco combustível (convencional).

Um novo estudo teve como objetivo avaliar se o uso do e-cigarro entre os adolescentes de 14 anos de idade, que nunca experimentaram tabaco combustível, está associado com o risco de iniciar o uso de 3 produtos do tabaco combustíveis (ou seja, cigarros, charutos, narguilé).

No estudo, fpoi feita uma avaliação longitudinal de uma coorte escolar no início do ano letivo  (outono 2013, 9º ano, idade = 14,1 anos) e com um acompanhamento de 6 meses (Primavera de 2014, 9a série) e um acompanhamento de 12 meses (outono de 2014, 10a série). Dez escolas secundárias públicas em Los Angeles, Califórnia, foram recrutadas por meio de amostragem. Os participantes eram estudantes que relataram não estarem usando tabaco combustível no momento basal e avaliações de acompanhamento concluídas em 6 ou 12 meses (N = 2530). Em cada ponto de tempo, os alunos completaram pesquisas de auto-relato em sala de aula durante a coleta de dados.

Foram avaliações aos seis e 12 meses sobre a utilização de qualquer um dos seguintes produtos do tabaco dentro dos 6 meses anteriores: (1) qualquer produto de tabaco combustível (sim ou não); (2) cigarros combustíveis (sim ou não), (3) charutos (sim ou não); (4) narguilé (sim ou não); e (5) número de produtos do tabaco combustíveis (variação: 0-3).

Nos resultados, o uso após 6 meses de qualquer produto de tabaco combustível foi mais frequente no momento basal entre aqueles que usaram e-cigarros (n = 222) do que entre aqueles que nunca o usaram (n = 2.308) no 6 meses de seguimento (30,7% vs 8,1%, respectivamente. Verificou-se ainda que o uso do e-cigarro no momento basal foi associado a uma maior probabilidade de uso de qualquer produto de tabaco combustível entre os 2 períodos de seguimento nas análises não ajustadas (odds ratio [OR], [IC 95%, 3,19-5,71] 4,27). Análises específicas do produto mostraram que o uso do e-cigarro de linha de base foi positivamente associado com o uso de cigarro combustível (OR, 2,65 [IC 95%, 1,73-4,05]), charuto (OR, [IC 95%, 3,38-6,96] 4,85), e narguilé (OR, [IC 95%, 2,29-4,62] 3,25) e com o uso de diferentes produtos combustíveis ​​(OR, 4,26 [IC 95% , 3,16-5,74]), calculados entre os 2 períodos de acompanhamento.

Portanto, entre estudantes do ensino médio em Los Angeles, aqueles que tinham usado e-cigarros no início do estudo em comparação com os não-usuários eram mais propensos a relatar início do uso do tabaco combustível durante o próximo ano. Mais pesquisas são  necessárias para entender se essa associação pode ser causal.

© Bibliomed, Inc.

Fonte: JAMA. 2015;314(7):700-707.

Prevalência e efeito do cyberbullying nas crianças e jovens

Prevalência e efeito do cyberbullying nas crianças e jovens

As mídias sociais tiveram um profundo efeito sobre a forma como as crianças e adolescentes interagem.

Embora existam muitos benefícios para o uso das mídias sociais, o cyberbullying tem emergido como um dano potencial, levantando questões sobre a sua influência na saúde mental.

Com o objetivos de rever publicações existentes que examinam os efeitos relacionados com a saúde do cyberbullying através das mídias sociais entre crianças e adolescentes, foram avaliadas 11 bases de dados eletrônicas a partir de 01 de janeiro de 2000 até 17 de janeiro de 2012 (atualizado em 24 de junho de 2014).

Os estudos foram realizados com crianças ou adolescentes; os textos foram selecionados por dois revisores independentes e incluídos na revisão se eles relataram uma pesquisa primária, descrição ou avaliação do uso de uma ferramenta de mídia social no contexto do cyberbullying.

Os dados foram extraídos por um revisor e verificados por um segundo. Os resultados não foram reunidas devido à heterogeneidade em objetivos e nos resultados do estudos; uma análise narrativa foi apresentada.

Foram incluídos trinta e seis estudos em 34 publicações. A maioria foram realizados nos Estados Unidos (21 [58,3%]), entre populações de ensino fundamental e médio (24 [66,7%]), e incluíram adolescentes entre 12 a 18 anos de idade (35 [97,2%]).

A prevalência mediana relatada de cyberbullying foi de 23,0% (intervalo interquartil, 11,0% -42,6%). Cinco estudos relataram correlações inconsistentes e / ou fracas entre cyberbullying e ansiedade. Dez estudos encontraram uma associação estatisticamente significativa entre o cyberbullying e relatos de depressão. Cinco estudos investigaram automutilação ou suicídio, com resultados conflitantes.

Os resultados indicam que a razão mais comum para o cyberbullying são  problemas de relacionamento, com as meninas mais frequentemente sendo os destinatários. As respostas ao cyberbullying são na maioria das vezes passivas, havendo em geral uma falta de consciência ou de confiança de que nada pode ser feito.

Portanto, existe uma relação consistente entre os estudos entre cyberbullying e depressão em crianças e adolescentes; no entanto, a evidência do efeito do cyberbullying em outras condições de saúde mental é inconsistente.

Esta avaliação fornece informações importantes que caracterizam o cyberbullying no contexto dos meios de comunicação social, incluindo os atributos dos destinatários e dos agressores, razões e a natureza dos comportamentos de bullying, e como os destinatários reagem e manuseiam comportamentos de bullying.

Esta informação é fundamental para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e manuseio eficazes do problema.

Fonte: JAMA Pediatr. 2015;169(8):770-777.

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